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Startup americana se valoriza 60% em 2020 enquanto os mercados caem.

Fonte: portal EXAME. Veja link original aqui.

A Zoom Video Communications aproveita o crescimento do trabalho em casa para conquistar novos clientes para seu aplicativo de videoconferência

São Paulo – Se você faz videoconferências no trabalho, provavelmente já usou alguma vez um aplicativo chamado Zoom. Criado pela startup americana Zoom Video Communications, baseada em San Jose, na Califórnia, ele é um aplicativo para o mercado corporativo que, basicamente, cumpre o mesmo papel que o Skype, da Microsoft, ou o Hangouts, do Google: conectar diversas pessoas em uma reunião a distância em tempo real. Diante da pandemia do coronavírus (Covid-19), as ações da empresa estão entre as poucas que cresceram em 2020 enquanto o mercado financeiro desabou globalmente.

O pico de valorização das ações da companhia foi de 125 dólares, registrado no dia 5 de março, quando as bolsas de diversos países, como o Brasil e os Estados Unidos, já sofriam os efeitos negativos da pandemia. O valor das ações caiu um pouco desde então. No pregão da quinta-feira (12), os papéis da companhia encerraram o dia valendo 109,47 dólares, mas, ainda assim, acumulavam uma alta de 60% desde o início de janeiro.

Quando a empresa entrou no mercado de ações, em abril de 2019, os papéis da startup foram lançados a 36 dólares. Com isso, a empresa levantou 752 milhões de dólares na sua entrada na bolsa.

O principal motivo da recente alta foi a maior demanda por ferramentas de trabalho remoto em face à pandemia, o que favorece  plataformas digitais como a da Zoom Video Communications. Além de vídeo ao vivo, o software também permite trabalhar em equipe em tempo real e trocar mensagens de texto. O serviço está disponível na web e por meio de aplicativos para smartphones com sistema operacional Android e iPhones.

Hoje com pouco mais de 2.000 funcionários, a Zoom foi criada em 2011 e recebeu 146 milhões de dólares em rodadas de investimentos de fundos privados. Seu valor de mercado superou 1 bilhão de reais em 2017.

A solução de colaboração a distância da Zoom tem um período gratuito de uso e, depois que termina a cota de tempo pré-determinada de 40 minutos, a startup cobra uma assinatura de empresas interessadas em continuar a usar. A estratégia é a mesma usada por muitas grandes companhias de tecnologia, como a Netflix, que oferece acesso gratuito ao seu acervo de vídeos online por alguns dias antes de cobrar uma mensalidade.

Entretanto, na China, país de origem da Covid-19, a Zoom eliminou temporariamente o limite de tempo para usuários gratuitos – uma estratégia para demonstrar amplamente os benefícios de seu serviço de videoconferência e colaboração online e, assim, conquistar clientes.

A Zoom Video Communications foi criada pelo chinês Eric S. Yuan, graduado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Antes de fundar a startup, Yuan trabalhava na empresa de tecnologia Cisco Systems, que tem uma solução de colaboração online parecida com a Zoom chamada Webex. A startup cobra 15 dólares no plano de assinatura para pequenas empresas ou 20 dólares para as de médio porte. O valor de 20 dólares também é o preço de partida para mensalidades cobradas de grandes empresas, a depender do número de funcionários que utilizarão a plataforma.

O mercado de videoconferências é disputado por empresas, como a Cisco Systems, a Microsoft (dona do Skype e do Teams) e o Google (dono do Hangouts), além da Zoom.

A estratégia da Zoom Video Communications tem dado certo. Em 2019, a startup teve um faturamento de 622,7 milhões de dólares, o que representa um crescimento de 88% ante 2018. No ano passado, a empresa informava ter mais de 82.000 clientes.

Agora, a Zoom Video Communications almeja converter novos assinantes em razão do impulso ganhado com a reclusão de pessoas para evitar o contágio do coronavírus. Se depender do ânimo dos investidores, vai dar tudo certo – ou muitos investidores que compraram ações da startup nos últimos dias vão perder dinheiro.

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